terça-feira, 13 de dezembro de 2016

GT PRÓ-RIO ITACAIÚNAS REALIZA ÚLTIMO DEBATE DO ANO NO MP

Força Tarefa pró-Itacaiúnas reunida no auditório do MP
Criado há aproximadamente um ano por iniciativa da Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público Estadual (MPE) e instituições públicas e do terceiro setor, o Grupo de Trabalho (GT) Pró-Criação do Comitê de Bacia do Itacaiúnas realizou a última assembleia de 2016 neste dia 13 de dezembro, no auditório do MPE.

Dirigida pelo professor José Pedro do Núcleo de Educação Ambiental da Unifesspa (Neam), a reunião contou com a participação do MPE, ICMBio, Semed, Seagri, Guardiões do Verde, IFPA, Fundação Zoobotânica de Marabá, Fundação Casa da Cultura de Marabá, Mosaec, Projeto Ciranda Verde, Intituto Hozana Lopes de Abreu e Siupa.  

Dentre os encaminhamentos foram criadas três comissões para articulação de um seminário para expor o conhecimento científico sobre água e meio ambiente produzidos pelas Instituições de Ensino Superior e IFPA na região. O evento deve acontecer no primeiro semestre de 2017 e deve ser coordenado pela Unifesspa. 

A partir do dia 14 de dezembro, um dia após a assembleia, uma das comissões se reunirá na sede do ICMBio, na Seagri (Agrópolis do Incra) para tratar do calendário de ações.

Segundo o professor José Pedro, outros órgãos  públicos e privados devem ser convidados para o debate e participação no Comitê Gestor de Bacia do Rio Itacaiúnas, que de agora em diante segue os passos burocráticos necessários para sua criação.

Texto/foto: André Vianello

Projeto Ciranda Verde



domingo, 11 de dezembro de 2016

ICMBIO E PARCEIROS PROMOVEM FORMAÇÃO DE VOLUNTÁRIOS

Novos monitores formados no auditório da Uepa, no Incra.
Organizado pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio) em parceria com a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e Uepa, o programa de voluntariado, também conhecido como programa de monitoramento ambiental, formou nesta sexta 09, no campus da Uepa, uma turma com 14 integrantes. 

Com o voluntariado a intenção do programa é possibilitar, com a ajuda dos monitores, a aproximação da comunidade do entorno do Mosáico Carajás às áreas de preservação ambiental (Flona Tapirapé Aquiri e Carajás). O trabalho será feito com visitas guiadas aos locais determinados na programação.

Com o programa o ICMBio espera que novas ações sejam fometadas, fortalecendo a produção de pesquisas ambientais críticas que ajudem a entender a dinâmica teritorial da região. 

Estiveram presentes diversos segmentos da sociedade civil, professores, estudantes, representantes de ONGs e profissionais liberais engajados com a questão ambiental.

O evento contou ainda com a participação da ONG Rios de Encontro, que apresentou o espetáculo Nascente em Chamas, da Companhia de Dança Moderna "Afromundi", encantando o público.

Em breve estarão abertas as inscrições para uma nova turma de voluntários. As informações podem ser colhidas no escritório do ICMBio em Marabá, que fica localizado na Secretaria Municipal de Agricultura, na Agrópolis do Incra.

Texto/fotos: André Vianello
Colaboração: Renilde Barros

Projeto Ciranda Verde  



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

PRIMEIRO PLANTIO COMUNITÁRIO CIRANDA VERDE COMPLETA UM ANO

Logotipo do projeto com as "mãos dispersoras da vida verde"
Há exatamente um ano, acontecia na Agrópolis do Incra, no Setor Cidade Nova, o primeiro Plantio Comunitário organizado pelo projeto Ciranda Verde e parceiros. 

O trabalho que contou com a colocação de 40 novas mudas de espécies como Ipê, Pau Preto, Pata de Vaca e Jenipapo, teve a participação de mais de 150 voluntários de grupos de escoteiros de Marabá, Guarda Florestal Indeva, Semma, Seagri, Semsur e Centro Renascer.

A proposta foi construída junto com os moradores que assumiram o compromisso de cuidar das plantas até que elas tivessem condições de manterem, o que de fato aconteceu. Segundo relatos de moradores, após um ano do plantio, das 40 mudas que foram plantadas apenas uma não vingou.

SALDO POSITIVO

O gesto com as mãos foi repetido centenas de vezes
Depois dessa ação, muitas outras foram realizadas pelo grupo em toda a cidade, totalizando mais de 100 novas árvores plantadas em escolas e áreas comuns por Marabá. 

O Projeto ainda mobilizou a população através de seu blog e inspirados nas iniciativas do PCV, muitos outros plantios forma realizados sob orientação de nossos engenheiros, também voluntários.

O QUE AINDA FALTA?

Antes do plantio do Incra, uma audiência pública com a presença de várias autoridades aconteceu na Câmara Municipal de Marabá visando a luta pela criação do Parque Ambiental da cidade, na época um Anteprojeto de Lei de autoria do vereador Ilker Morais (PHS), tratava ainda de um Plano Municipal de Arborização. 

A audiência ocorreu no dia 11 de setembro de 2015, muito tempo e demagogias após, nada saiu do papel. A população continua sendo vítima das doenças respiratórias resultantes das intensas queimadas que assolam a área destinada ao futuro parque. 

Até quando nossas autoridades permanecerão de costas para a urgente questão do meio ambiente? 

Texto/foto: André Vianello

Projeto Ciranda Verde    

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

É SETEMBRO, ESTÁ CHEGANDO O "DIA DA AMAZÔNIA"

Arara Canindé (foto: WWF Amazônia)

Comemorada no dia 5 de setembro, a Amazônia é um dos patrimônios naturais mais valiosos de toda a humanidade e a maior reserva natural do planeta. Com sete milhões de quilômetros quadrados, sendo cinco milhões e meio de florestas, o bioma é fundamental para o equilíbrio ambiental e climático do planeta e a conservação dos recursos hídricos.


“O Dia da Amazônia é um dia de celebração”, ressalta a secretária geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito. “Nós temos conhecimento sobre os problemas e desafios do bioma, mas muito mais sobre as ferramentas que precisamos para vencê-los e quais os resultados que devemos atingir. Nosso trabalho tem se pautado na proposição de uma agenda positiva para o desenvolvimento sustentável do bioma”, avalia.



Apesar de sua incalculável importância ambiental para o planeta, – como o habitat de inúmeras espécies animais, vegetais e arbóreas, e como fonte de matérias-primas alimentares, florestais, medicinais e minerais -, a Amazônia tem sido constantemente ameaçada por inúmeras atividades predatórias, entre elas a extração de madeira, a mineração, as obras de infraestrutura e a conversão da floresta em áreas para pasto e agricultura.



Para o coordenador do Programa Amazônia da organização, Marco Lentini, é fundamental informar à sociedade sobre as principais ameaças à biodiversidade da Amazônia e sensibilizá-la para a necessidade do desenvolvimento de uma economia verde para a região. “É importante conectar a conservação das florestas com seu uso sustentável, utilizando cada área de acordo com a sua vocação. Também queremos engajar as pessoas para que exerçam seu papel de cobrar e propor soluções positivas e sustentáveis para o bioma”, afirma.

Em setembro, comemora-se ainda, um ano do primeiro plantio comunitário do Projeto Ciranda Verde realizado na Agrópolis do Incra. Nos próximos dias, mostraremos como estão as mudas que foram plantadas por toda a vila com a participação de moradores, grupos de escoteiros, Guarda Florestal Indeva, Sociedade Renascer, Semma, Seagri e Semsur. 

Texto Dia da Amazônia (reprodução do WWF Brasil)
Texto Plantio: André Vianello
Foto: WWF Brasil


sexta-feira, 22 de julho de 2016

JBS E MAGGI INVESTIGADOS POR GRILAGEM NA OPERAÇÃO: "RIOS VOADORES"


O esquema devastou uma área equivalente ao município do Rio de Janeiro
Há tempos o Projeto Ciranda Verde vem denunciando os crimes cometidos pela união de grandes empresas, políticos corruptos e os maiores desmatadores da Amazônia. Tais crimes ambientais estão comprometendo os Rios Voadores e, consequentemente, gerando a seca no Sudeste do país. 
A história é sempre a mesma: para aumentarem seu poderio econômico, as empresas investem milhões para eleger políticos comprometidos com atividades ilícitas que aceleram o processo de devastação ambiental. Todo esse esquema conta com a participação de grileiros e gigantes do agronegócio, entre eles a família de Blairo Maggi, conhecido como o "Rei da Soja" e atual ministro da Agricultura.
Algumas dessas empresas já estão na mira da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que apuram seu envolvimento com a corrupção na Petrobras, pagamento de propina e caixa dois em diversas campanhas, caso da JBS, investigada na 22ª fase da Operação Lava Jato. 
NOVOS DESDOBRAMENTOS  E MAIS SUJEIRA
Terra indígena devastada criminosamente pelos grileiros
"O Ministério Público Federal (MPF) determinou, nesta quarta-feira, 20 de julho, o envio de ofícios ao grupo JBS, à Maggi Exportação e Importação, uma das maiores companhias de compra e venda de grãos do país, e aos dirigentes do grupo Bom Futuro – também lideranças do agronegócio – Elusmar Maggi Scheffer e Eraí Maggi Scheffer.
O MPF requer informações sobre transações comerciais entre as empresas e integrantes da família Junqueira Vilela, acusados de chefiar o maior esquema de desmatamento da Amazônia já detectado.
Os Junqueira Vilela foram pegos no último dia 30 de junho pela operação Rios Voadores. A operação desmontou organização criminosa que criou técnica especial para a conversão rápida de florestas em latifúndios, utilizando metodologia científica, mão de obra escrava e uma série de fraudes documentais.
O sistema movimentou R$ 1,9 bilhão entre 2012 e 2015 e destruiu 300 km quadrados de florestas em Altamira, no Pará, área equivalente ao território de municípios como Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG) ou Recife (PE). O prejuízo ambiental foi de R$ 420 milhões".
Texto: André Vianello com reprodução do site Zeca News
Foto: Diário do Nordeste/ Estadão
Projeto Ciranda Verde


terça-feira, 12 de julho de 2016

SÉRIE LOURENÇÃO: PEIXE SOME E PESCADORES DISPUTAM EM ALTAMIRA

Dona Luzia Cardoso conta que foi pressionada a sair do local.       Foto: RBA
Na matéria de hoje você acompanha o drama do reassentamento de moradores das áreas rural e urbana de Altamira, que tiveram que sair às pressas devido as obras ou por causa do enchimento do lago da hidrelétrica de Belo Monte. 

Já de cara,  problemas se deram na forma escolhida pela Norte Energia para indenizar os moradores atingidos.

O processo foi conduzido no melhor estilo "sai a cara do freguês", com valores extremamente assimétricos, já que foram negociados sem assessoria jurídica e diretamente com os atingidos, cujos chefes de família, eram em sua maioria analfabetos. 

Nesse contexto, não aceitar o valor oferecido pela Norte Energia, significava ter que litigar sem apoio de ninguém, contra uma empresa poderosa. Em muitos casos, a negociação foi feita a partir de carta de crédito, quando os próprios moradores teriam que sair em busca de lotes para posterior pagamento por parte da empresa. 

Os valores das indenizações desde o início foram insuficientes para a aquisição de novos imóveis pelos moradores, uma vez que com a chegada do canteiro de obras da usina, a especulação imobiliária inflacionou pesadamente o mercado. 

A mudança também trouxe outros prejuízos às populações atingidas, já que nos novos Reassentamentos Urbanos Coletivos (RUCs), não há serviços de transporte, saúde ou educação.

"BEIRADEIROS" E A ESCASSEZ DO PESCADO

Raimunda da Silva conta que saiu chorando do lugar onde vivia. Foto: RBA
Para os moradores da região da Volta Grande do Rio Xingu, outro local impactado pelas obras de Belo Monte, a situação é mais grave ainda. 

Muitos contam que foram pressionados pelos funcionários da Norte Energia a sair do local. Sem opções parte dos antigos moradores da zona rural do município de Altamira, se mudaram para as margens da cidade. 

Depois da mudança obrigatória, a sobrevivência de diversas famílias que dependiam essencialmente da pesca, ficou comprometida. Ha casos de ex- moradores do "Beiradão", que passaram a sofrer de depressão, como dona Raimunda da Silva, que saiu do local aos prantos.

O uso de explosivos nos tradicionais locais de pesca somado a potente iluminação vinda dos refletores das obras da usina afugentaram os peixes. Alguns recantos importantes para a pesca, simplesmente deixaram de existir, levando os pescadores a invadirem áreas de preservação ou disputarem, violentamente, os locais que restaram.

O Projeto Ciranda Verde mais uma vez alerta, que com base nas experiências adquiridas em outros tantos "grandes projetos", é possível afirmar que esse processo desastroso poderá se repetir em Marabá, que já sofre com o inchaço populacional e bolsões de pobreza resultantes da ondas migratórias que foram atraídas pelas promessas não cumpridas de Serra Pelada, Grande Carajás, Salobo, Alpa e outros engôdos políticos da região.

Texto: André Vianello
Fotos: Rede Brasil Atual
Dados: Dossiê Belo Monte/ Rede Brasil Atual
  
Projeto Ciranda Verde