quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

DESSALINIZAÇÃO X ÁGUA DE REUSO, QUAL A MELHOR SOLUÇÃO PARA A SECA?

Logo que assumiu o cargo, em janeiro, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que pretendia firmar parceria com Israel, a fim de implementar a dessalinização de água salobra de poços, no Nordeste. 

O projeto, no entanto, despreza os esforços feitos nesse sentido pela Embrapa, que há mais de 19 anos mantém cerca de 580 sistemas de dessalinização em sete estados da região. As informações foram publicadas no blog do jornalista André Trigueiro. 

Na matéria, Trigueiro dá exemplos de como o método adotado pela Embrapa é eficiente, sustentável e de baixo custo, ao contrário do sitema usado em Israel, que por trabalhar em larga escala, tem o preço elevado por conta do alto consumo de energia elétrica, podendo provocar uma sangria desnecessária nos cofres públicos e ferindo o principio constitucional da economicidade, previsto no artigo 70. 

Outro fator de encarecimento na parceria com o país do Oriente Médio é o descarte do material que será separado da água, no final do processo, que exigiria um plano de manejo para evitar a contaminação do solo pelos resíduos. 

Atualmente, a dessalinização de água salobra feita pela Embrapa tem os custos dividivos entre o governo federal e os estados, ficando o primeiro com a maior parte. Resta clara, na intenção do presidente da república, a forte tendência ideológica, em buscar fora do Brasil, algo que já é realizado a baixo custo e com eficiência, por aqui.

Na opinião do jornalista, que também é especialista em meio ambiente e professor universitário, outras alternativas mais baratas como o reuso da água de esgoto ou mesmo a manutenção do sistema de dessalinização já estruturado pela Embrapa podem ser usados antes de se pensar em uma parceria vinda de fora. 

Texto: André Vianello
Foto: www.embrapa.br 

   

terça-feira, 19 de setembro de 2017

2 ANOS DEPOIS, VEJA COMO ESTÃO AS ÁRVORES PLANTADAS PELO PCV

Voluntários posam à sombra de uma das árvores plantadas em 2015.
Há extamente dois anos, acontecia na Agrópolis do Incra (núcleo Cidade Nova), o 1º Plantio Comunitário do Projeto Ciranda Verde (PCV) e parceiros. 

A ação ocorreu uma semana após a Audiência Pública sobre Sustentabilidade "puxada" pelo movimento, na Câmara Municipal.

Desde então, o PCV atua na arborização urbana em Marabá, na visita às escolas públicas e privadas para realizar bate-papos sobre meio ambiente e plantar espécies com as características adequadas ao local onde a árvore se desenvolverá.

Ao total, mais de 110 mudas entre as de Pau-Preto, Ipê, Pata-de-Vaca e até Genipapo foram plantadas, de forma social e ambientalmente responsável.

Ontem, alguns voluntários estiveram no local onde uma das primeiras mudas de Pau-Preto foram plantadas, no Incra, para mostrar que dois anos após a ação as mesmas já estão fornecendo sombra para os moradores.

Aproveitamos para agradecer nossos parceiros: escoteiros dos três núcleos da cidade, Indeva, Guardiões do Verde e órgãos públicos como Semma, Semsur e Seagri.  

Texto e fotos: André Vianello

Projeto Ciranda Verde

terça-feira, 5 de setembro de 2017

5 DE SETEMBRO, DIA DA AMAZÔNIA

No dia 5 de setembro é comemorado o Dia da Amazônia, a maior reserva natural do planeta e, sem dúvidas, uma das maiores riquezas da humanidade. Esse bioma, que possui cerca de cinco milhões e meio de quilômetros de floresta e abrange nove países, apresenta apenas 26% da sua área em território brasileiro protegida, fato que ameaça o futuro da floresta.
O Dia da Amazônia surgiu como uma forma de chamar a atenção para esse bioma e a data foi escolhida como forma de homenagear a criação da Província do Amazonas por D. Pedro II em 1850. Nessa data o objetivo principal é alertar a população a respeito da destruição da floresta e de como podemos ter desenvolvimento sem que seja necessária a destruição dessa importante fonte de biodiversidade.
A Amazônia sofre constantemente com o desmatamento, principalmente em decorrência do avanço das plantações de soja e da pecuária. Além disso, esse rico bioma também enfrenta a extração ilegal de madeira, a criação de grandes hidrelétricas e a mineração, problemas responsáveis pela destruição de grandes áreas da floresta.
Apesar de muitas pessoas considerarem essas atividades importantes para a economia do país, devemos lembrar que a exploração desenfreada pode destruir o bioma e causar sérias consequências para o planeta, uma vez que ele tem um papel fundamental no equilíbrio ambiental da Terra e influência direta sobre o regime de chuvas de toda a América Latina.
Além disso, pesquisas indicam que a vegetação da Amazônia pode ajudar na diminuição do dióxido de carbono da atmosfera, uma vez que age absorvendo carbono. Outro ponto importante é que a destruição da floresta e a queima de biomassa estão relacionadas com a liberação de uma grande quantidade de dióxido de carbono. Sendo assim, o desmatamento da Amazônia pode influenciar nas mudanças climáticas mundiais.
A Amazônia também é uma importante fonte de biodiversidade, sendo estimada a existência de cerca de 40 mil espécies de plantas diferentes, mais de 400 mamíferos e cerca de 1.300 aves. Nos rios amazônicos, que constituem a maior bacia hidrográfica do planeta, pode-se encontrar cerca de 3 mil espécies de peixes. Vale destacar também que a Amazônia abriga várias comunidades tradicionais que dependem diretamente da floresta para o seu sustento.
Diante da destruição da Amazônia, diversas organizações criaram projetos com o objetivo de proteger e conscientizar a população a respeito desse bioma. Duas das instituições que merecem destaque pelo seu trabalho na região são a WWF Brasil e o Greenpeace. Clique nos nomes dessas organizações e conheça mais a respeito de seus trabalhos.

Texto: Vanessa dos Santos/
brasilescola.uol.com.br
Foto:www.brasilescola.uol.com.br 
Projeto Ciranda Verde

domingo, 9 de julho de 2017

BLITZ MARCA O DOMINGO DE ECOLOGISTAS

Dando continuidade às ações do mês de julho, o Movimento Pró-Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Itacaiúnas (MPC),  esteve na entrada da Marabá Pioneira realizando uma Blitz Ecológica com farta adesivagem de carros.

Cerca de 40 voluntáriuos participaram de mais essa etapa da campanha "Mergulhe Nessa Luta Pela Vida!", encabeçada pelo Ministério Público do Meio Ambiente e demais parceiros que integram o MPC do Itacaiúnas.

Durante os próximos meses, segue o cadastramento dos moradores que já se estabeleceram há algum tempo nas margens do rio, que serão enquadrados nas leis ambientais, se comprometendo com o reflorestamento a Área de Preservação (APA), entre outras medidas.

OPERAÇÕES POLICIAIS    

De acordo com a Promotora do Meio Ambiente, Joséia Lopes, a exemplo do que já ocorre desde 2015, a Polícia Civil deve deslanchar uma série de operações visando a retirada e a responsabilização daqueles que ainda insistem em ocupar e desmatar as APAs para a venda ou especulação imobiliária. 

"Este comportamento é criminoso e será reprimido com rigor", prossegue a representante do MP, afirmando que a tecnologia das imagem por satélite está sendo usada pela Polícia Federal, para monitorar as novas invasões, prender e processar quem descumprir a lei. A força tarefa terá a participação da Polícia Militar.

As ações do MPC do Itacaiúnas prosseguem durante o mês de julho e ao longo do ano.

Texto: André Vianello
Foto: Maria do Livramento

Projeto Ciranda Verde



sábado, 8 de julho de 2017

PRÓ-COMITÊ CADASTRA RIBEIRINHOS DO "TACHO"


Como antecipado pelo blog, o Movimento Pró-Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Itacaiúnas esteve na tarde desta quinta (06), com sua força tarefa no Porto do Tacho, final da Avenida Sororó, Bairro Independência.

A visita da caravana teve a intenção de dar prosseguimento aos diálogos entre autoridades e moradores ribeirinhos que vivem às margens do Itacaiúnas.  
Cerca de 60 populares do local e lideranças comunitárias compareceram ao evento para falar de suas demandas ambientais e ouvir os integrantes do Ministério Público, Secretaria de Meio Ambiente, e ONGs, que integram o movimento.

Segundo a promotora Josélia Lopes, que responde pela MPE, todos os moradores serão cadastrados perante o órgão e orientados a fazerem as adequações exigidas por lei, sob pena de não poderem mais permancer nesses locais, que são Áreas de Preservação Permanente. 

Continuando, Josélia Lopes ponderou que as autoridades constituidas (MPE, Polícia Civil, Militar e a até a Polícia Federal) estarão reprimindo e prendendo os especuladores de terras públicas nas Áreas de Preservação e inibindo novas invasões.  "Quem, de agora em diante, invadir, vender ou desmatar poderá ser preso e processado", considerou a magistrada.

 Entretanto, o momento é de diálogo e parceria com os atuais moradores dessas áreas, como lembrou o secretário do Meio Ambiente Val André, que aproveitou para colocar o órgão à disposição para esclarecimentos e auxílio aos que precisarem.

O Projeto Ciranda Verde, parceiro do Pró-Comitê do Itacaiúnas, foi representado por André Vianello, que falou sobre os principais pontos da Campanha: "Mergulhe Nessa Luta Pela Vida!" lançada no inicio de julho.

Blitz Ecológica

No domingo (09), o Pró-Comitê do Itacaiúnas estará na entrada da Marabá Pioneira realizando a primeira Blitz Ecológica, com lançamento da camiseta, logo e adesivos do projeto. Os motoristas que desejarem divulgar a iniciativa, podem parar e receber o adesivo.

Projeto Ciranda Verde

quarta-feira, 5 de julho de 2017

PRÓ-COMITÊ DIVULGA AGENDA DE JULHO

Integrantes do Movimento, na Rádio Clube AM, na manhã desta quarta-feira
Depois da ação do dia 02 de julho, na Orla do Rio Tocantins, dque deu o ponta-pé inicial de sua programação do mês de férias, o Movimento Pró-Comitê de Bacia Hidrogáfica do Rio Itacaiúnas esteve no Grupo RBA de Comunicação para divulgar os próximos passos de sua agenda.  

Na ocasião, estiveram com os locutores Zeca Moreno e Izaura Cabral, das rádios Clube AM e FM 91, respectivamente.

Os ativistas concederam entrevista convidando os ouvintes para as duas próximas ações da recém-lançada campanha "Mergulhe Nessa Luta pela Vida!", que dia 06 de julho, às 16h, realizará um encontro entre a Promotoria de Meio Ambiente do MPE e os moradores ocupantes das margens do Rio Itacaiúnas.

O evento, que será no Porto do Tacho, no final da Avenida Sororó, Bairro Independência, dá prosseguimento ao diálogo iniciadono dia 18 de maio, em um encontro no Balneário Vavazão, que fica no mesmo bairro. O intuito, como o da primeira vez, é a sensibilização dos ribeirinhos sobre a importância das ações de preservação em matas ciliares.

BLITZ E ADESIVAGEM   

Já no domingo (09), a partir de 9h00, na entrada da Marabá Pioneira, o grupo realizará uma blitz ecológica, com adesivagem de carros e spot (propaganda volante e de rádio), além do lançamento da camiseta com o logo do projeto.

Os comitês de Bacia são repsonsáveis pela gestão e cobrança de valores pelo uso da água e são mecanismos indispensáveis para a preservação dos rios.

Texto: André Vianello
Foto: Pró-Comitê de Bacia

Projeto Ciranda Verde

  

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Cabelo Seco realiza mais uma Bicicletada Pela Vida

Jovens do Cabelo Seco durante a Bicicletada Pela Vida
Aconteceu nesta Semana do Meio Ambiente, no bairro Cabelo Seco, mais uma Bicicletada Pela Vida, intitulada Eu Sou Amazônia. 

A tradicional iniciativa do Projeto Rios de Encontro contou esse ano com a participação de 48 jovens do bairro e teve como pano de fundo a preservação do Rio Tocantins. 

Segundo Dan Baron, coordenador do projeto, a bicicletada teve como objetivo convidar "todos a participarem da Pororoca Mundial, em solidariedade com a Amazônia e todos os rios do mundo", pontuou. 

A organização registrou ainda que projetos de todas as partes do planeta colaboraram com o envio de fotografias e vídeos, no intuito  de chamar a atenção para a construção, sem consulta prévia  à população impactada, da hidrelétrica de Marabá.  O empreendimento, de acordo com Baron, se constitui em séria ameaça à vida do rio e do meio ambiente da região.

O evento contou ainda com a participação do arte-educador holandês Tom Willems, da Universidade das Artes de Amsterdã, que faz uma residência no Cabelo Seco. 

Texto: André Vianello (com colaboração de Dan Baron)
Foto: Dan Baron

Projeto Ciranda Verde